<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt"><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="3.10.0">Jekyll</generator><link href="http://tempodiscreto.net/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="http://tempodiscreto.net/" rel="alternate" type="text/html" hreflang="pt" /><updated>2026-07-11T19:16:55+00:00</updated><id>http://tempodiscreto.net/feed.xml</id><title type="html">Tempo Discreto</title><author><name>David Anchieta</name></author><entry><title type="html">Obsessão</title><link href="http://tempodiscreto.net/2018/04/22/obsessao.html" rel="alternate" type="text/html" title="Obsessão" /><published>2018-04-22T00:00:00+00:00</published><updated>2018-04-22T00:00:00+00:00</updated><id>http://tempodiscreto.net/2018/04/22/obsessao</id><content type="html" xml:base="http://tempodiscreto.net/2018/04/22/obsessao.html"><![CDATA[<p>Este post é sobre uma canção.
Eu espero não falar só sobre música neste blog, mas prossigamos.
Se eu conseguisse fazer uma lista das faixas que mais ouvi desde 2009, <em>Shiver</em> de Coldplay estaria em lugar de destaque.
Provavelmente em segundo lugar logo atrás de <em>Don’t Panic</em>.</p>

<p>Mas por que desde 2009?
Isso é um fato singular da minha vida; para mim, pelo menos.
Era uma noite de Junho de 2009 quando eu resolvi ouvir o álbum <em>Parachutes</em>, o primeiro do Coldplay.
Eu devo ter gostado do que ouvi, no entanto eu parei de escutar provavelmente no meio de <em>Trouble</em>.
Eu parei de ouvir o disco porque a notícia da morte do Michael Jackson havia sido confirmada e eu não queria chorar na frente do computador.</p>

<p>Mas voltando a <em>Shiver</em>.
Eu acho que, em todos esses anos, eu não havia entendido de verdade o significado das palavras dessa canção.
Bem, não até hoje quando eu resolvi escutá-la mais uma vez e me deu aquele estalo: <em>agora eu entendo</em>.</p>

<p>O álbum, <em>Parachutes</em> foi lançado em 2000.
As mídias sociais só se tornaram tão pervasivas nas nossas vidas pelo menos dez anos depois disso.
Ouvindo a música hoje eu me dei conta de como ficou tão fácil ficar obcecado com alguém hoje em dia da forma como Chris Martin canta:</p>

<blockquote>
  <p>And on and on<br />
From the moment I wake, to the moment I sleep<br />
I’ll be there by your side, just you try and stop me<br />
I’ll be waiting in line, just to see if you care</p>
</blockquote>

<p>Viver assim requer muito pouco esforço hoje.
Você abre o Instagram a cada quinze ou vinte minutos pra ver se aquela pessoa já acordou, almoçou, jantou, se está por perto, se está acompanhado.
É mais um aspecto assustador desse nosso mundo novo que nós preferimos não pensar muito sobre.</p>]]></content><author><name>David Anchieta</name></author><summary type="html"><![CDATA[Este post é sobre uma canção. Eu espero não falar só sobre música neste blog, mas prossigamos. Se eu conseguisse fazer uma lista das faixas que mais ouvi desde 2009, Shiver de Coldplay estaria em lugar de destaque. Provavelmente em segundo lugar logo atrás de Don’t Panic.]]></summary></entry><entry><title type="html">Sem Som</title><link href="http://tempodiscreto.net/2018/02/26/aprecie-o-silencio.html" rel="alternate" type="text/html" title="Sem Som" /><published>2018-02-26T00:00:00+00:00</published><updated>2018-02-26T00:00:00+00:00</updated><id>http://tempodiscreto.net/2018/02/26/aprecie-o-silencio</id><content type="html" xml:base="http://tempodiscreto.net/2018/02/26/aprecie-o-silencio.html"><![CDATA[<p>Você gosta do silêncio? Soa meio esquizofrênico eu estar perguntando isso
aqui pra uma audiência quase inexistente. No entanto, o silêncio é uma das coisas que muito me satisfazem.</p>

<p>Eu lembro dos tempos que acordava no meio das cinco da manhã para estar às sete horas em um colégio que me mandaria voltar para casa se eu chegasse dez minutos atrasado.
Pode parecer uma tortura para qualquer adolescente, mas eu gostava muito de me aprontar e tomar o café ouvindo o silêncio dessa hora da manhã.</p>

<p><em>Ouvir o silêncio</em>, certamente um paradoxo, quase uma sinestesia. Bem, pelo menos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=aGSKrC7dGcY">parece</a> que eu não sou o único que falou sobre isso.</p>]]></content><author><name>David Anchieta</name></author><summary type="html"><![CDATA[Você gosta do silêncio? Soa meio esquizofrênico eu estar perguntando isso aqui pra uma audiência quase inexistente. No entanto, o silêncio é uma das coisas que muito me satisfazem.]]></summary></entry><entry><title type="html">Wincing The Night Away</title><link href="http://tempodiscreto.net/2018/02/03/estremecendo-a-noite-inteira.html" rel="alternate" type="text/html" title="Wincing The Night Away" /><published>2018-02-03T00:00:00+00:00</published><updated>2018-02-03T00:00:00+00:00</updated><id>http://tempodiscreto.net/2018/02/03/estremecendo-a-noite-inteira</id><content type="html" xml:base="http://tempodiscreto.net/2018/02/03/estremecendo-a-noite-inteira.html"><![CDATA[<p>Sabe aquelas músicas que lebram de épocas passadas (e marcantes) da sua vida?
Bem eu tenho um álbum que me lembra de uma época marcante da minha vida.
Bem, talvez não um álbum inteiro, mas as suas primeiras quatro faixas.</p>

<p>Já faz pouco mais de três anos que isso aconteceu mas ainda me recordo bem.
Deveria ser uma noite de Outono em North Dartmouth, Massachussets,
quando estávamos conversando serenamente na sala do nosso apartamento estudantil.
Eu havia botado uma <em>rádio</em> de música Indie para tocar no Spotify.
Eu nem sou fã de Indie, mas o gênero pareceu adequado à ocasião.</p>

<p>Foi quando começou a tocar uma música de rítimo alegre, bateria forte,
guitarras discretas, vocal engraçado. 
Era <em>Australia</em> da banda americana The Shins.</p>

<p>Eu salvei o álbum e sempre ouvia quando sentava no meu quarto pra fazer os
deveres-de-casa.
E fiquei ouvindo as quatro primeiras faixas do álbum na cabeça durante algumas semanas.</p>

<p>Hoje essas músicas me trazem uma lembrança muito vívida daquela época.
Mas eu tenho uma relação complicada com elas, ao ponto de eu evitar escutá-las hoje. 
Quase sempre que eu ponho <em>Phantom Limb</em> pra tocar, me vem uma lembrança muito forte do
quarto onde eu dormia na época, da vista que eu tinha da janela, da luz amarelada, da
textura das paredes.
Então eu paro a música logo quando o James começa a cantar.
Eu ainda gosto do álbum, mas tenho medo que ouví-lo agora possa <em>sobrescrever</em> as
lebranças que as músicas ativam na minha mente, se é que isso é possível.
Eu gosto tanto das memórias que tenho medo que elas se desgastem.</p>]]></content><author><name>David Anchieta</name></author><summary type="html"><![CDATA[Sabe aquelas músicas que lebram de épocas passadas (e marcantes) da sua vida? Bem eu tenho um álbum que me lembra de uma época marcante da minha vida. Bem, talvez não um álbum inteiro, mas as suas primeiras quatro faixas.]]></summary></entry><entry><title type="html">Black Mirror</title><link href="http://tempodiscreto.net/2018/01/06/espelho-negro.html" rel="alternate" type="text/html" title="Black Mirror" /><published>2018-01-06T00:00:00+00:00</published><updated>2018-01-06T00:00:00+00:00</updated><id>http://tempodiscreto.net/2018/01/06/espelho-negro</id><content type="html" xml:base="http://tempodiscreto.net/2018/01/06/espelho-negro.html"><![CDATA[<p>Foi uma surpresa muito agradável quando eu soube que a quarta temporada de Black Mirror estrearia bem no fim do ano passado. Eu conheci a série na ocasião do lançamento da terceira temporada, quando a série passou a estar sob as asas da Netflix. Na época eu comecei assistindo o primeiro episódio da primeira temporada e me lembro que foi bastante interessante. Talvez um pouco repugnante e incômodo, mas interessante. Depois de assistir o primeiro episódio, pulei para a terceira temporada para poder acompanhar as discussões que aconteciam na época.</p>

<p>Eu gostei bastante da quarta temporada de Black Mirror. Consegui apreciar todos os seis episódios mesmo percebendo que talvez a temporada esteja mais superficial, talvez até mais comercial. Alguns pontos me incomodaram, mas a temporada como um todo me cativou bastante.</p>

<p>Algo que notei nessa temporada e que não sai da minha cabeça é a recorrência de certos temas ao longo da série. Por exemplo, vários episódios retratam algum tipo de dispositivo que é implantado na cabeça do usuário e se comunica com seu cérebro de alguma forma. Especialmente nos episódios <em>The entire history of you</em> (na primeira temporada) <em>Arkangel</em> e <em>Crocodile</em>, que terminam com a conclusão de como é bom poder esquecer das coisas e não ter nada revirando os porões da sua memória.</p>]]></content><author><name>David Anchieta</name></author><summary type="html"><![CDATA[Foi uma surpresa muito agradável quando eu soube que a quarta temporada de Black Mirror estrearia bem no fim do ano passado. Eu conheci a série na ocasião do lançamento da terceira temporada, quando a série passou a estar sob as asas da Netflix. Na época eu comecei assistindo o primeiro episódio da primeira temporada e me lembro que foi bastante interessante. Talvez um pouco repugnante e incômodo, mas interessante. Depois de assistir o primeiro episódio, pulei para a terceira temporada para poder acompanhar as discussões que aconteciam na época.]]></summary></entry></feed>